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segunda-feira, 12 de março de 2012

OFICINAS GRATUITAS


OFICINAS 2012:

Corte e costura: A partir de Abril. 02 turmas de 06 alunos, terças e sábados -15hs as 17hs.

Hidroponia: Aulas nos sábados de manhã, turma com 12 alunos, início 17 de março
9hs. as 11 hs.

Serigráfia: Aulas terças e sábados.
Terça-feira (19hs as 21hs.),início 13 de março , Sábados(10hs. as 12hs.),turmas de até 8 alunos.

Padaria: Aulas na quinta-feira, turmas de até 8 alunos,manhã(9hs. as 11hs.), tarde(14hs as 16hs).

Lavanderia
: Aulas nas segunda-feiras
-14hs as 16hs.turma de até 10 alunos.


terça-feira, 6 de março de 2012

8 de março, Dia Internacional da Mulher


8 de MARÇO de 2012
Dia Internacional da Mulher

UTOPIA E LUTA e AMUE - Associação de Mulheres Unidas pela Esperança do Morro da Polícia

convidam:

Atividade de 8 de Março no Utopia e Luta

local:

Quilombo das Artes - a partir das 17 horas - quinta-feira - 8 de março

programação:

17h – Desfile confecção da AMUE – com moradoras do morro da polícia – motivos afros- batas, abadás e cafkas
18h – Filme AMUE e a Lei Maria da Penha
19h – Poesia “ Mulheres do Morro” com Vera Lúcia Oliveira
19:30 – Coquetel e apresentação do artesanato da AMUE.
20h – Sarau Musical com Ana Paula,Nanci Araújo e convidados
21h – Jantar Comunitário
22h – Encerramento

Dia Internacional da Mulher – 8 de março de 2012

Informações com Neusa Vitória - AMUE



Quilombo das Artes
Av. Borges de Medeiros 719- escadaria- Centro POA-RS
F. 51-32112248




segunda-feira, 5 de março de 2012



O MTST realizou na noite de sexta-feira, dia 2 de março de 2012, duas ocupações simultâneas, em diferentes regiões da Grande São Paulo: uma no município de Embu e outra no município de Santo André, no ABC. As ocupações, que levam o nome de “Novo Pinheirinho”, são uma resposta ao recente despejo violento da comunidade do Pinheirinho (São José dos Campos) e também uma ação necessária para a conquista de moradia por aqueles que há tempos vem lutando por uma vida mais digna

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ATO PELA REVOGAÇÃO DAS PASSAGENS PELA FORÇA DAS RUAS E NÃO NAS URNAS.

DIA 08/03 - CONCENTRAÇÃO AS 17HS LARGO GLENIO PERES - MERCADO PUBLICO

A UNIDADE EM TORNO DA REVOGAÇÃO DO AUMENTO DAS PASSAGENS CONTINUA! AGORA DE FORMA APARTIDARIA E AUTÓNOMA (SEM BANDEIRAS/CAMISETAS DE PARTIDOS).

BLOCO DE LUTA PELO TRANSPORTE PÚBLICO VEM ORGANIZANDO UMA SERIE DE ATOS DE RUAS PELA REVOGAÇÃO DO AUMENTO SEM LIDERES E REPRESE
NTANTES E AGORA SEM PARTIDOS POLÍTICOS.

DIA 08/03 CONCENTRAÇÃO AS 17HS SERÁ MAIOR! PORTO ALEGRE VAI PARAR - VENHA DE BICE.


CALENDÁRIO DE ATIVIDADES.

DIA 04/03 - PINTURA DE FAIXAS 17HS UTOPIA E LUTA

18HS LARGO ZUMBI - JUNTO A ATIVIDADE QUILOMBOLA

DIA 05/03 - PANFLETAGEM NAS ESCOLAS


DIA 06/03 - REUNIÃO DAS EQUIPES E ASSEMBLÉIA 19HS UTOPIA E LUTA


DIA 08/03 - ATO PELA REVOGAÇÃO DAS PASSAGENS PELA FORÇA DAS RUAS E NÃO NAS URNAS.

VAMOS BOTAR NOSSO BLOCO NA RUA!!!
acesse o face:
https://www.facebook.com/events/356939830994898/

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

SEGUNDA FEIRA SERÁ MAIOR

 LUTAR CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS
NESTA SEGUNDA FEIRA DIA 27/02 GRANDE ATO de VOLTA AS AULAS. TODXS CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS.
CONCENTRAÇÃO: 17HS
LOCAL: ESCOLA JULINHO
 "NÓS NÃO VAMOS ACEITAR MAIS UM AUMENTO DAS PASSAGENS"! 
NESTE DIA 27/02 A CONCENTRAÇÃO É NA ESCOLA JULINHO AS 17HS.

AGITAÇÃO DO DIA, PARTICIPE!

07:30 E 13:30 - PANFLETAÇO NAS ESCOLAS:
* CÓNEGO
* JULINHO
* IE

ESCOLAS À ESPERA DE VOLUNTÁRIOS
* PROTAZIO
* PAROBÉ
* PAULO FREIRE
* EPA - PORTO ALEGRE
* INÁCIO MONTANHA
* ERNESTO DORNELLES
* PAULO SOARES

* OS PANFLETOS ESTARÃO A DISPOSIÇÃO APARTIR DESSA SEXTA FEIRA 24/02 AS 16HS - UTOPIA E LUTA BORGES DE MEDEIROS 727.

MOBILIZE SEUS AMIGXS, COLEGAS, VAMOS CONSTRUIR ESSA GRANDE LUTA.
BLOCO DE LUTA POR UM TRANSPORTE PÚBLICO.
 

GRANDE!



VAI VENDO!

Brigada Militar e SMIC demonstraram na procissão da NSª dos Navegantes, 02/02/2012, em POA, como estão preparados para a COPA de 2014.
Veja esse vídeo e depois escute a musica do RACIONAIS 12 de Outubro.
Da pra entender PR


NENHUM GOVERNO VAI LIBERTAR O POVO DA MISÉRIA!
LUTAR, CRIAR, PODER POPULAR!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MOBILIZAÇÃO CONTRA O AUMENTO


 
 "NÓS NÃO VAMOS ACEITAR MAIS UM AUMENTO DA PASSAGEM..."
NESTA TERÇA FEIRA PASSADA, A MÁFIA DOS EMPRESÁRIOS E O PREFEITO FORTUNATI AUMENTARAM A PASSAGEM PRA R$ 2.85.

                                           NÃO VAMOS FICAR CALADOS!

  GRANDE ATO DE RUA:

SEGUNDA FEIRA 06/02- CONCENTRAÇÃO APARTIR DAS 17HS SAÍDA AS 18:30 19HS DA ESCADARIA DA BORGES - UTOPIA E LUTA.

VENHA DE BICI! TRAGA SUA FAIXA, SEU INSTRUMENTO MUSICAL, PINTE SUA CARA E AQUEÇA A GARGANTA


VAMOS MOBILIZAR PORTO ALEGRE,

OUTRAS INFORMAÇÕES FIQUE ATENTO


NESTA SEXTA FEIRA DIA 03/02 - PANFLETAGEM NOS TERMINAIS DE ONIBUS DO CENTRO. CONCETRAÇÃO APARTIR DAS 17HS NO LARGO GLENIO PERES (MERCADO PUBLICO)

  PULA A ROLETA!

 

SOMOS TODXS PINHEIRINHOS...

Estou à flor da pele. Falo aqui como mais uma pessoa que não se aguenta perante as injustiças do mundo. Repudio a ação NAZISTA do governo do Estado de São Paulo
 NÃO PERDOAREMOS! 
JAMAIS!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

MAIS UM AUMENTO É SACANAGEM

NESTA TERÇA FEIRA 31/01
APARTIR DAS 15HS CONCETRAÇÃO NO UTOPIA E LUTA.
RUMO: Praia de Belas com Avenida Ipiranga.

Convocamos todos os movimentos de luta, todos os cidadãos indignados para lutarmos unidos contra essa exploração.

No dia em que o conselho municipal de transporte urbano se reúne no auditório da EPTC, estaremos lá. A possibilidade passagem aumentar para R$2,95 é grande e nós não podemos ficar calados, além da manifestação, temos outro projeto eficaz que será divulgado no dia. 


Asamblea de los Movimientos Sociales




"Afirmamos que los pueblos no deben continuar pagando por esta crisis y

que no hay salida dentro del sistema capitalista!"

Declaración de la Asamblea de movimientos sociales, Porto Alegre (RS), Brasil



Nosotros, pueblos de todos los continentes, reunidos en la Asamblea de movimientos sociales durante el Foro Social temático Crisis capitalista, Justicia social y ambiental, luchamos contra las causas de una crisis sistémica que se expresa en una crisis económica, financiera, política, alimentaria y ambiental, colocando en riesgo la propia sobrevivencia de la humanidad. La descolonización de los pueblos oprimidos y el enfrentamiento al imperialismo es el principal desafío de los movimientos sociales de todo el mundo.



En este espacio nos reunimos desde nuestra diversidad, para construir juntos agendas y acciones comunes contra el capitalismo, el patriarcado, el racismo y todo tipo de discriminación y explotación. Por eso, reafirmamos nuestros ejes comunes de lucha, adoptados en nuestra Asamblea en Dakar, en 2011.



Lucha contra las transnacionales



Lucha por la justicia climática y por la soberanía alimentaria



Lucha por la eliminación de la violencia a la mujer



Lucha por la paz, contra la guerra, el colonialismo, las ocupaciones y la militarización de nuestros territorios.



Los pueblos de todo el mundo sufren hoy los efectos del agravamiento de una profunda crisis del capitalismo, en la cual sus agentes (bancos, transnacionales, conglomerados mediáticos, instituciones internacionales y gobiernos a su servicio) buscan potenciar sus beneficios a costa de una política intervencionista y neocolonialista. Guerras, ocupaciones militares, tratados neoliberales de libre comercio y “medidas de austeridad” expresadas en paquetes económicos que privatizan bienes, rebajan salarios, reducen derechos, multiplican el desempleo y explotan recursos naturales. Estas políticas afectan con intensidad a los países más ricos del Norte, aumentan las migraciones, los desplazamientos forzados, los desalojos, el endeudamiento, y las desigualdades sociales.



La lógica excluyente de este modelo sirve solamente para enriquecer a una pequeña élite, tanto en los países del Norte como en los del Sur, en detrimento de la gran mayoría de la población. La defensa de la soberanía y la autodeterminación de los pueblos, la justicia económica, ambiental y de género, son la llave para el enfrentamiento y la superación de la crisis, fortaleciendo el protagonismo de un Estado libre de las corporaciones y al servicio de los pueblos.



El calentamiento global es el resultado del sistema capitalista de producción distribución y consumo. Las transnacionales, las instituciones financieras, los gobiernos y organismos internacionales a su servicio, no quieren reducir sus emisiones de gases de efecto invernadero. Ahora intentan imponernos la “economía verde” como solución para la crisis ambiental y alimentaria, lo que además de agravar el problema, resulta en la mercantilización, privatización y financiarización de la vida. Rechazamos todas las falsas soluciones para esas crisis, como los agro-combustibles transgénicos, la geo-ingeniería y los mercados de carbono, que son nuevos disfraces del sistema.



La realización de Río+20, en el mes de junio en Río de Janeiro, pasados 20 años de la Eco ’92, refuerza la centralidad de la lucha por justicia ambiental en oposición al modelo de desarrollo capitalista. El intento de “enverdecimiento” del capitalismo, acompañado por la imposición de nuevos instrumentos de la “economía verde”, es una alerta para que los movimientos sociales reforcemos la resistencia y asumamos el protagonismo en la construcción de verdaderas alternativas a la crisis.



Denunciamos la violencia contra la mujer ejercida regularmente como herramienta de control de sus vidas y sus cuerpos. Además, el aumento de la explotación de su trabajo para atenuar los impactos de la crisis y mantener el margen de ganancia constante de las empresas. Luchamos contra el tráfico de mujeres y de niños, las relaciones forzadas y el prejuicio racial. Defendemos la diversidad sexual, el derecho a la autodeterminación de género y luchamos contra la homofobia y la violencia sexista.



Las potencias imperialistas utilizan bases militares extranjeras para fomentar conflictos, controlar y saquear los recursos naturales y promover dictaduras en varios países. Denunciamos el falso discurso en defensa de los derechos humanos, que muchas veces justifica las ocupaciones militares. Nos manifestamos contra la permanente violación de los derechos humanos y democráticos en Honduras, especialmente en el Bajo Aguán, el asesinato de sindicalistas y luchadores sociales en Colombia y el criminal bloqueo a Cuba que completa 50 años. Luchamos por la liberación de los 5 cubanos presos ilegalmente en los Estados Unidos, la ocupación ilegal de las Islas Malvinas por Inglaterra, las torturas y las ocupaciones militares promovidas por los Estados Unidos y la OTAN en Libia y Afganistán. Denunciamos el proceso de neo-colonización y militarización que vive el continente africano y la presencia de la Africom. Nuestra lucha es también por la eliminación de todas las armas nucleares y contra la OTAN.



Expresamos nuestra solidaridad con las luchas de los pueblos del mundo contra la lógica depredadora y neocolonial de las industrias extractivas y mineras transnacionales, en particular, con la lucha del pueblo de Famatina en Argentina, y denunciamos la criminalización de los movimientos sociales.



El capitalismo destruyó la vida de las personas. Por eso, cada día nacen múltiples luchas por justicia social para eliminar los efectos dejados por el colonialismo y para que todos y todas tengamos una calidad de vida digna. Cada una de estas luchas implica una batalla de ideas que hace imprescindible acciones por la democratización de los medios de comunicación, controlados hoy por grandes conglomerados, y contra el control privado de la propiedad intelectual. Al mismo tiempo exige el desarrollo de una comunicación independiente que acompañe estratégicamente nuestros procesos.



Comprometidos con nuestras luchas históricas, defendemos el trabajo decente y la reforma agraria como único camino para impulsar la economía familiar, campesina e indígena, y un paso central para alcanzar la soberanía alimentaria y la justicia ambiental. Reafirmamos nuestro compromiso con la lucha por la reforma urbana como instrumento fundamental en la construcción de ciudades justas y con espacios participativos y democráticos. Defendemos la construcción de otra integración, fundamentada en la lógica de la solidaridad, y el fortalecimiento de procesos como la UNASUR y la ALBA.



La lucha por el fortalecimiento de la educación, ciencia y tecnologías públicas al servicio de los pueblos, así como la defensa de los saberes tradicionales, se vuelven urgentes una vez que persiste su mercantilización y privatización. Manifestamos nuestra solidaridad y apoyo a los estudiantes chilenos, colombianos portorriqueños y de todo el mundo, que continúan en marcha en la defensa de estos bienes comunes.



Afirmamos que los pueblos no deben continuar pagando por esta crisis y que no hay salida dentro del sistema capitalista!



Se encuentran en la agenda grandes desafíos que exigen que articulemos nuestras luchas y que movilicemos masivamente.



Inspirados en la historia de nuestras luchas y en la fuerza renovadora de movimientos como la Primavera Árabe, Ocuppy Wall Street, los indignados y la lucha de los estudiantes chilenos, la Asamblea de los Movimientos Sociales convoca a las fuerzas y actores populares de todos los países a desarrollar acciones de movilización coordinadas a nivel mundial. Debemos contribuir a la emancipación y auto-determinación de nuestros pueblos, reforzando la lucha contra el capitalismo.



Convocamos a todas y todos a fortalecer el Encuentro internacional de derechos humanos en Solidaridad con Honduras y a construir el Foro social Palestina Libre, reforzando el Movimiento global de boicot, desinversiones y sanciones contra el Estado de Israel y su política de apartheid contra el pueblo palestino.



Tomemos las calles a partir del día 5 de junio en una gran jornada de movilización global contra el capitalismo. Convocamos a impulsar la Cumbre de los Pueblos por justicia social y ambiental, contra la mercantilización de la vida y en defensa de los bienes comunes, frente a la Rio+20.



Si el presente es de lucha el futuro es nuestro!



Porto Alegre, 28 de enero de 2012

Asamblea de los Movimientos Sociales

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

NÃO HÁ JUSTIÇA SEM LIBERDADE

MANIFESTANTES EM AÇÃO DIRETA NO PALACIO DA JUSTIÇA


Enquanto a marcha do FST com seus trios elétricos passava, militantes combativos de organizações autonomas indignados com os crimes cometidos pelo estado brasileiro, como Belo Monte e o codigo florestal, a comissão da mentira dos crimes da ditadura, os despejos das copa da FIFA, e agora o Massacre de Pinheirinhos. 
NÃO TEMOS MOTIVOS PARA COMEMORAR!
Sendo assim manifestantes marcham aos gritos de LUTAR, CRIAR, PODER POPULAR, e ocupam o palacio da (in) justiça, cobrar os posicionamentos e exigir justiça popular aos crimes do estado.


SEMPRE VAI HAVER RESISTENCIA
SOMOS TODXS PINHEIRINHO

domingo, 22 de janeiro de 2012

Nota da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa a respeito de Pinheirinho

Nota da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa a respeito da ação policial em Pinheirinho.

NESTA SEGUNDA FEIRA MANIFESTACAO EM SOLIDARIEDADE.
ESQUIANA DEMOCRATICA AS 12:00 E PRACA DA MATRIZ AS 19HS.
A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, reunida em Porto Alegre nos dias 21, 22 e 23 de janeiro de 2012, condena veementemente a brutal ação policial que desocupou a favela do Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo. A notícia, que recebemos com consternação, é um choque, por sua ferocidade e covardia que, de acordo com relatos, teriam custado sete vidas. Infelizmente, contudo, não é uma surpresa. Quem está atento aos fenômenos de transformação do espaço urbano brasileiro nos últimos anos, sabe da violência que caracteriza os processos de exclusão que atingem às comunidades mais pobres, mesmo quando eles não se manifestam pela força física.
Pinheirinho é um caso trágico, mas exemplar: um terreno dedicado à especulação imobiliária, que pertence à massa falida de Naji Nahas, notório criminoso financeiro; cerca de 1.600 famílias, totalizando mais de 6.000 pessoas, vivendo no local há oito anos; descaso das autoridades em todos os níveis, mas especialmente a prefeitura, com a regularização e a infraestrutura da área; uma intervenção direta do aparelho estatal (no caso, o governo do Estado de São Paulo) contra a população mais carente e em favor de interesses privados.
Nada disso, claro, é novidade; mas essas dinâmicas têm se acelerado nos últimos anos e ganharam, mais recentemente, um impulso fortíssimo com a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O que temos visto são remoções criminosas, atingindo cerca de 170 mil pessoas no Brasil inteiro, e desrespeito aos direitos mais básicos, em favor de uma lógica que privatiza os lucros, enquanto socializa custos e prejuízos à população. Estes prejuízos se distribuem desproporcionalmente, e é a população mais fragilizada, em particular, que arca com o peso maior.
Megaeventos são, no mundo todo, exatamente isso: grandes desculpas para criar-se um estado de exceção que permite a uns poucos maximizar seu ganho nas costas de muitos que pagam caro, seja por meio de impostos, seja pela perda da moradia, seja pela perda de direitos trabalhistas, seja, como é o caso hoje, com a vida. Mas é a mesma lógica mais ampla que vemos em um modelo de desenvolvimento que, ao mesmo tempo que desfigura para sempre a região de Belo Monte, permite que as construtoras desrespeitem os direitos dos operários nos canteiros de obra da usina de Jirau.
Exigimos justiça para as famílias do Pinheirinho, mas também para aqueles que terão de ser responsabilizados e punidos por este arbítrio. Em primeiro lugar, o governador Geraldo Alckmin, que hoje inscreveu seu nome no panteão dos governos do Estado de São Paulo: agora ele também tem o seu Carandiru. Têm que pagar o preço do abuso, ainda, o juiz titular da 3ª Vara Federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, que cassou a liminar que suspendia a ação de reintegração de posse, alegando que a justiça federal não teria competência para atuar no caso, apesar da manifestação de interesse da União em comprar a área disputada; e especialmente a juíza da 6ª Vara Cível, Márcia Faria Mathey Loureiro, que planejou a ação junto com o comando da Polícia Militar; bem como os comandantes envolvidos na operação.
Mas se Pinheirinho é exemplar, também o é pela organização e empenho da comunidade em lutar pelos seus direitos. Rodaram o mundo fotos e vídeos destes homens e mulheres comuns que, jogados pelas circunstâncias numa luta desigual por seus direitos e sua dignidade, elevaram-se ao papel de fonte de inspiração e admiração para muitos. Pinheirinho pode cair, mas Pinheirinho não acabará para todos aqueles que seguirão lutando esta mesma luta. A partir de hoje,PINHEIRINHO SOMOS TODXS NÓS!

NENHUM MINUTO DE SILENCIO... TODA A VIDA EM LUTA



Apesar da mídia estar boicotando em nosso estado a reintegração de posse do terreno que há mais de 8 anos está ocupado por quase 2000 famílias, quase 10 mil pessoas que não tinham onde morar. O terreno é propriedade do mega-empresário Naji Nahas, já acusado de lavagem de... dinheiro e outras barbaridades. A prefeitura de SJC e o governo do estado de SP de maneira truculenta mandou a PM invadir neste domingo a partir das 6h da manhã, contrariando uma decisão da justiça federal que impedia a reintegração de posse. Já são 16 presos, dentre eles Toninho o advogado dos moradores, e há boatos de mortes, ainda não confirmadas.
 
Informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde; desocupação da área teve início na manhã deste domingO

Atualizado às 10h34


Uma pessoa ferida durante a reintegração de posse do Pinheirinho está internada em estado grave no Hospital Municipal, em São José dos Campos, segundo a Secretaria de Saúde. O homem foi baleado durante a desocupação da área. O Comando da Polícia Militar informou que o disparo não teria sido feito pelo policiamento.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, duas pessoas foram atendidas em estado de choque na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campo dos Alemães. Elas estavam nervosas, mas não tinham nenhum ferimento e já foram liberadas. Outra pessoa também foi atendida na UPA atingida por uma pedra. No entanto, não há confirmação se ela foi ferida no confronto do Pinheirinho.

Um carro foi incendiado e a Avenida dos Evangélicos está totalmente interditada.

Operação

A operação de desocupação da área do Pinheirinho teve início por volta das 6h deste domingo (22). A Polícia se reuniu em cidades vizinhas para cumprir a liminar que ordena a reintegração da área invadida. Segundo o comando da Polícia Militar, 2 mil policiais participam da operação de despejo.

Os policiais cercaram a invasão, o carro blindado da polícia entrou na frente seguido pela Tropa de Choque e pela equipe da ROTA de São Paulo. O restante do efetivo usado na ação aguarda na área externa à ocupação. Dois helicópteros Águia também estão sendo usados na operação.


Os moradores começaram a atear fogo nas barricadas que estavam localizadas em pontos estratégicos para impedir o avanço do policiamento. No momento existem três pontos de incêndio dentro do local, mas os bombeiros aguardam do lado de fora.

Os policiais cortaram as cercas da ocupação e entram em grupos separados. A polícia utiliza bombas de efeito moral, e alguns moradores apresentaram resistência. Pelo menos 10 pessoas foram presas por incitação à violência e resistência. A informação oficial da Polícia Militar é que a operação esta transcorrendo normalmente, apenas com o registro de um ferido.

Confusão no Poliesportivo

Manifestantes da ocupação derrubam as grades do Centro Poliesportivo do Campo dos Alemães, que é o local onde tendas foram montadas por parte da empresa Selecta para que o moradores sejam encaminhados ao sair das casas, e entraram em confronto com guardas municipais que fazem a segurança do ginásio.

Credito: Renato Ferezim / VNews
Manifestantes ao fundo em rua próxima ao Centro Poliesportivo


Credito: Renato Ferezim / VNews
Guardas Municipais se preparam para confronto após depredação nas grades

Disputa de poderes

A reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos, havia se tornado uma disputa entre órgãos judiciais. Na última terça-feira(17), a polícia estava preparada para a
invasão e no momento em que se dirigiam para o local foram parados por uma ordem da Justiça Federal que suspendia a reintegração.
O documento, assinado pela juíza federal Roberta Monza Chiari, foi cassado no mesmo dia, pois o juiz reconheceu que a competência do caso deveria continuar com a Justiça Estadual. Por esse motivo a reintegração de posse continuava mantida.

Durante a semana, os advogados do movimento que lidera o acampamento protocolaram novos recursos contra a decisão. Na Justiça Estadual todos foram negados.

Até que na última sexta-feira (20), novamente o pedido de desocupação foi
anulado pela Justiça Federal. O Tribunal Regional Federal de São Paulo concedeu uma liminar aos representantes do movimento para que a decisão da juíza substituta - a expedida na terça-feira - fosse novamente considerada. Mas, a juíza estadual responsável pelo caso disse que ainda não haviado sido notificada e que, a ordem de despejo deveria ser cumprida imediatamente.

Duas semanas de trégua

No fim da tarde da última quarta-feira (18), uma reunião, em São Paulo, decidiu suspender, por 15 dias, o processo de falência da empresa Selecta - que é a dona do terreno ocupado pelos moradores na zona sul de São José dos Campos. Participaram da reunião os representantes da Selecta, o senador Eduardo Suplicy e deputados estaduais e federais.

Segundo o documento, "a massa falida concorda com a suspensão da falência pelo prazo de 15 dias". O texto diz, ainda, que "o mandado de reintegração de posse deverá ser cumprido" assim que o prazo acabar, independentemente "de qualquer aviso ou comunicação".

Mudança de competência
A Advocacia Geral da União que expediu uma medida cautelar pedindo que o processo de reintegração de posse do Pinheirinho passasse para a competência federal, porém a Justiça Federal de São José dos Campos recusou a medida. Cabe recurso, mas a AGU informou que "ainda está estudando qual medida irá adotar".
OCUPAÇÃO:+

O terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados foi OCUPADO há 8 anos e pertence à massa falida de uma empresa do especulador Naji Nahas. No local vivem cerca de 1.600 famílias, cerca de 5.500 pessoas, segundo o censo da Prefeitura. Com o tempo, o Pinheirinho se tornou um bairro, com comércios e igrejas.

Veja fotos da desocupação

Credito: Renato Ferezim / VNews
Policiais aguardam ordem para adentrar mais à área


Credito: Renato Ferezim / VNews
Faixas colocadas na entrada da ocupação


Credito: Renato Ferezim / VNews
Batalhão adentra ao Pinheirinho


Credito: Renato Ferezim / VNews
Policiais na entrada da ocupação na zona sul de São José dos Campos


Credito: Renato Ferezim / Vnews
Tropa de Choque da Polícia Militar


Credito: Renato Ferezim / Vnews
No início da manhã, o policiamento chega ao loc

http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=112582