quarta-feira, 23 de abril de 2008


Utopia e Luta
Dentro da programação do grupo Utopia e Luta do Movimento Nacional de luta pela Moradia(MNLM),para o Dia do Trabalhor, 1º de Maio:Palestras e Debates, Brechó, Feira de alimentação, Mostra de CDs Independentes, Artesanato, Exibição de filmes, Recreação Infantíl, Exposição de fotográfica, Oficinas de geração de renda, gravura, técnica vocal, Shows musicais, Teatro.


Por um 1º de Maio autonômo sem tutela institucional.
Pela soberania das organizações populares.
Por um 1º de maio anticapitalista.
Viva os mártires de Chicago.
Viva a luta dos povos oprimidos.
Viva a luta de classes.
Viva nossas utopias.
Viva nossas lutas.

Cronograma

9 hs. Credenciamento
9:30 hs Apresentação Utopia e Luta e Movimentos Sociais convidados ( MST, Via Campesina, MNCR, CUT, Mov. QUILOMBOLA e Com. INDÍGENA.
10 hs. Oficina de gravura.
10 hs. Oficina confecção/fuxico.
11 hs. Exibição do Vídeo da Ocupação durante Forum Social Mundial 2005.
12 hs. Almoço.
13:30 hs. Poemas Musicados de Marighella por Roberto Corbo da Tribo de Atuadores Oi Nóis Aqui Traveíz.
14 hs. Palestra: A Experiência Zapatista da Autonomia: Resistência com Identidade, Tradição e Criatividade com Jorge Quillfeldt.
15 hs. Apresentação do CTG Gauderios da Esperança, dança Tradicionalista com jovem adolecentes.
15:30 hs Canções de Protesto com Guilherme Lunge- MNCR ( Movimento Nacional de Catadores de materiais recicláveis.
16 hs. Apresentação da oficina de Intervenção Cênica da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.
16:30 hs. Show Musical " Sopra o Vento Soprá" com Thiago Demétrio e A Rosa Dos Ventos.
17 hs. Apresentação " A História da Cobra Grande" com a oficina Popular de teatro da Restinga.
18 hs Encerramento



Agenda infantil:

9 hs. credenciamento
10 hs. lanche
12 hs. Almoço
14 hs. Oficina Infantil com Gabriela Mirinha
15 hs. Lanche
Atividades Infantil na sala das crianças.

Dia 1 de Maio de 2008
Borges de Medeiros n. 731- escadaria
Porto Alegre- RS- Brasil
Das 9hs às 17hs.

Utopia e Luta à todos

domingo, 20 de abril de 2008





História do 1° de maio
1886 - 1º de Maio
A cidade de Chicago, nos EUA, viveu uma manhã nervosa no dia 1º de maio de 1886, com milhares de trabalhadores nas ruas. Os episódios que ocorreram durante aquele dia marcaram para sempre consciências e corações dos trabalhadores em todo o mundo.
No chão da fábrica
Condições indecentes de trabalho, salários miseráveis, jornadas desumanas e exploração do trabalho infantil caracterizavam a vida nas fábricas norte-americanas em meados do século 19, repetindo o "modelo" de relações sociais vigente na fase inicial do capitalismo inglês. A jornada de trabalho, superior a 12 horas diárias, era imposta à margem da lei sancionada pelo presidente Lindon Johnson, sucessor de Abraham Lincoln.
As condições de vida eram péssimas e o salário - na melhor tradição do liberalismo - mal dava para reproduzir a mão-de-obra ou para satisfazer as necessidades elementares da família operária, razão pela qual os trabalhadores viam-se na contingência de encaminhar os filhos, ainda aos 7, 8 ou 9 anos de idade, para o trabalho duro em jornadas extenuantes, sacrificando o lazer e a educação.
As incipientes organizações operárias passaram a reivindicar dos patrões o respeito à lei, o fim do trabalho infantil e, principalmente, a redução da jornada para oito horas diárias e quatro horas aos domingos. Os patrões, irredutíveis, só aceitavam discutir a reivindicação se os estes aceitassem uma redução de 50% em seus salários. Não parece um argumento familiar à "modernidade"?
É greve
Além da atitude reacionário dos patrões, havia uma forte repressão policial contra qualquer iniciativa orientada pelo objetivo de organizar e mobilizar os trabalhadores em defesa dos seus direitos e interesses.
Apesar do ambiente hostil foi criada, nos Estados Unidos, em 1885, a Federação dos Grêmios e Sindicatos Operários, obra de lideranças operárias inspiradas por idéias anarquistas e socialistas. Sua primeira resolução foi convocar uma greve geral em todo o país para o dia 1º de maio de 1886. Dito e feito: a greve eclodiu com força no dia 1º de maio de 1886. Em diversas cidades dos EUA a paralisação, temperada com comícios, transcorria normalmente..
Massacre em Chicago
A adesão à proposta da federação foi massiva. Os 350 mil operários das fábricas de Chicago cruzaram os braços.. Aparentemente surpreendidos patrões e governo deixaram que o movimento transcorresse pacificamente. Mas no dia seguinte, domingo, a polícia entrou em choque com os grevistas numa pequena cidade vizinha de Chicago, deixando um saldo de nove mortos. Na segunda-feira, mais quatro operários em greve foram assassinados. Em resposta, um dos líderes da greve, o anarquista August Spies, convocou para o dia seguinte, dia 4 de maio, um ato público contra a repressão policial na Praça do Mercado de Feno, centro de Chicago. Às 16 horas, quando o último orador, Samuel Fielden, iniciava seu discurso, o chefe de polícia exigiu que ele descesse do palanque. Enquanto discutiam, uma bomba explodiu no meio da multidão. Um policial morreu e a polícia revidou, abrindo fogo e provocando a tragédia: 80 operários foram assassinados no massacre de Chicago.
Prisões e mortes
Na seqüência, a polícia de Chicago promoveu a caça aos dirigentes da greve. August Spies, Albert Patsons, Adolph Fisher, George Engel, Luís Lingg, Miguel Schwab, Oscar Neebe e Samuel Fielden foram presos. Um processo injusto e irregular foi aberto no dia seguinte, encerrando-se em outubro de 1887, com a condenação de cinco líderes à morte e outros três à prisão perpétua. Quatro foram enforcados no dia 11 de novembro de 1887 e um assassinado na prisão. São os mártires de Chicago.
Acuados pela onda de indignação que se alastrou mundo afora, as autoridades anularam o julgamento e um novo júri foi instalado em 1888 para reavaliar o caso. Acabou reconhecendo a inocência dos réus, determinou a libertação dos três outros líderes e condenou o Estado.
Dia Internacional do Trabalho
Dois anos mais tarde, no dia 14 de julho de 1889, durante as celebrações do primeiro centenário da Queda da Bastilha, o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, França, decidiu proclamar o 1º de Maio como "Dia Internacional do Trabalho", em homenagem aos operários mortos em Chicago. A partir daquele ano, em todo dia 1º de maio haveria manifestações, reuniões e desfiles nos quatro cantos do mundo.
Em 1890 a jornada de 8 horas diárias foi instituída nos EUA e, posteriormente, transformou-se em realidade noutros países.
Dia Internacional dos Trabalhadores
Criada em 1919, a Terceira Internacional Comunista recoloca o 1º de Maio novamente em pauta, reforçando-o agora como "Dia Internacional dos Trabalhadores". No entanto, , os governos burgueses, sobretudo o governo fascista da Itália, procuram se apropriar da data, deturpar seu significado e transformar o 1º de Maio num feriado festivo, com comemoração oficial, muita festa, shows, bingos e pic-nic, insistindo em caracterizá-lo como o Dia do Trabalho.





TODOS AO 1ª de MAIO - dia mundial de luta dos trabalhadores pelo reconhecimento da sua dignidade e pela emancipação social face à exploração de que são vítimas do Capital na sua ânsia de lucro e de dominação sobre os mais fracos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008


"Estes brutos (os operários) só compreendem a força, uma força que possam recordar durante várias gerações..."

New York Tribune, 1886, sobre a repressão da greve na praça Haymarket, em Chicago, nos Estados Unidos.


"A prisão e os trabalhos forçados são a única solução adequada para a questão social"

Chicago Times, 1886, 1886, sobre a repressão da greve na praça Haymarket, em Chicago, nos Estados Unidos.


"Se é necessário subir também ao cadafalso pelos direitos dos trabalhadores, pela causa da liberdade e para melhorar a sorte dos oprimidos, aqui estou"

Alberto Parsons, tipógrafo, 39 anos, operário que participou da manifestação de Chicago em 1886, ao apresentar-se voluntariamente à polícia. Foi preso e enforcado.


"Virá o dia em que o nosso silêncio será mais poderoso que as vozes que vós estrangulais hoje"

Agust Spies, tipógrafo de 32 anos, antes de ser enforcadopela participação na manifestação de 1º de maio de 1886.


"Festa dos trabalhadores em todos os países, durante a qual o proletariado deve manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como a sua solidariedade"

Declaração do documento aprovado pelo Congresso Socialista de Paris em 1889, que instituiu o 1º de maio como Dia Mundial do Trabalho.


“Meu Maio”,

de Vladimir Maiakovski


A todos

Que saíram às ruas

De corpo-máquina cansado,

A todos

Que imploram feriado

Às costas que a terra extenua –Primeiro de Maio!

Meu mundo, em primaveras,

Derrete a neve com sol gaio.

Sou operário

–Este é o meu maio

Sou camponês

- Este é o meu mês.

Sou ferro

–Eis o maio que eu quero!

Sou terra

–O maio é minha era!





1° DE MAIO DE MEMÓRIA E JUSTIÇA Estados Unidos. Chicago de 1886 – Jornadas de trabalho entre 14 e 16 horas esgotavam a classe operária com uma exploração brutal e degradante. O movimento dos trabalhadores desde 1884 preparava sua ofensiva. Uma greve geral pela redução da jornada de trabalho para 8 horas era preparada e convocada nos locais de trabalho. Um comitê para essa finalidade foi organizado. Se fizeram comícios e assembléias que apoiados pela propaganda anarquista e socialista armaram de razões e sentimentos esta classe que se lançava resoluta e corajosa contra seus exploradores. Em 1° de maio de 1886 milhares de greves sacudiram Chicago e os sindicatos operários mobilizavam uma potente força social no cenário das lutas. A demissão de 1200 trabalhadores da fábrica Mac Cormick provoca as primeiras batalhas físicas com a polícia e os agentes particulares mandados pela classe patronal. Uma repressão covarde é desatada sobre os grevistas e faz vítimas mortais. Os jornais burgueses, em franca articulação com o poder, reclamam prisão e trabalhos forçados como única solução para a questão social. A luta de classes se inflama e o movimento operário não dá um passo atrás na sua causa. No quarto dia de greve, um comício na praça Haymarket, que reunia mais de 25 mil manifestantes, chegava ao seu final quando a polícia apresentou mais uma vez suas armas. A violência policial avança na multidão, impiedosa com crianças e idosos, até encontrar com a bomba justiceira da autodefesa dos trabalhadores, que deixa mortos e feridos nas filas do repressor. A burguesia desafiada pela dignidade operária pede um banho de sangue sobre este movimento. Com pressa o Estado autorizou detenções, violação de domicílios e golpeou as liberdades públicas. Para conservar a ordem capitalista que era enfrentada, captura e passa o laço no pescoço dos mais queridos militantes da classe trabalhadora. Em 20 de agosto de 1886, oito operários anarquistas foram julgados como inimigos da ordem pública dos EUA. Neebe condenado a 15 anos de prisão, Schwab e Fielden à prisão perpétua. Augusto Spies, Alberto Parsons, Jorge Engel, Adolfo Fischer (gráficos) e Luís Lingg (carpinteiro) foram entregues a forca. Estava consumado um crime de Estado que deixava de luto a classe trabalhadora de todo o mundo. As bandeiras vermelhas ganhavam a companhia do preto como símbolo de uma dor que não esquece e não perdoa jamais a cruel justiça burguesa. “A burguesia de Chicago descansou tranqüila a 11 de novembro de 1887. Quatro homens enforcados, um morto por suicídio e três cidadãos no presídio satisfizeram o seu ódio brutal e sua sede de vingança.” (R. Mella) A confissão de um jurado do tribunal dizia que “eram homens sacrificados demais, inteligentes demais e perigosos demais para nossos privilégios”. Memória e impunidade são inimigos mortais. 120 anos nos separam das batalhas de Haymarket e o julgamento dos Mártires de Chicago. Como tantas outras histórias sociais, essa nos revela o juízo de uma classe contra outra, os vereditos de um aparelho judiciário que guarda um direito burguês onde a pobreza está sempre no banco dos réus quando levanta sua voz e luta. Para o poder a impunidade e para os oprimidos a lei. “É doído a gente ir atrás do pão e encontrar uma bala”, desabafa o homem que escapou da morte. 10 anos se completam neste ano desde aquele massacre em Eldorado dos Carajás, onde Estado e Latifúndio cooperaram no terror assassino que arrancou a vida de 19 trabalhadores rurais sem terra no sul do estado do Pará. E a justiça entregue aos critérios burgueses, ao seu poder econômico e político, vai colecionando peças no museu da impunidade. Dominada pelas oligarquias do agronegócio, de 1997 para cá a região conta mais de 100 assassinatos e mais de 10 mil trabalhadores em regime de escravidão. Pronta resposta judicial e policialesca tem aquela tia do noticiário que leva embora o pote de margarina do supermercado enquanto o criminoso da gravata vendido ao governo do mensalão tem os privilégios e a lealdade bandida da classe política. Aqui no estado do RS, quanta campanha tem feito a RBS para criminalizar os movimentos sociais do campo pela ação direta que enfrenta os latifúndios e o incontável prejuízo ambiental de empresas como Aracruz Celulose. Pelos campos e cidades da ordem capitalista onde cavalgam impunes as classes dominantes montadas nos seus aparelhos de dominação a memória é a primeira fortaleza de onde fazemos a resistência. Memória que não esquece e que não perdoa, que se faz o princípio de uma estratégia popular vingadora das esperanças e razões de todos que pelearam e peleiam por uma sociedade justa, de livres e iguais. Herança de um sindicalismo classista de ação direta. Esta mesma memória rebelde que reivindicamos, saber acumulado de lutas sociais emancipatórias, nos faz recordar daquele sindicalismo de ação direta que deu consciência e organização para os trabalhadores fazerem suas primeiras conquistas. Entre 15 e 20 de abril de 1906 a classe operária reunia seus delegados no Rio de Janeiro para abrir as sessões de seu 1° Congresso nacional. Desde as indústrias o poder impunha condições insalubres ao trabalho, jornadas de 14 horas em seis dias da semana, salários miseráveis, carestia de vida. Indenizações por acidente ou seguro para velhice não existiam. Crianças com menos de 14 anos de idade consumiam sua infância no regime embrutecedor das máquinas. Adepta do velho sindicalismo revolucionário, a COB (Confederação Operária Brasileira) – que será constituída em 1908 – nos deixa uma herança de valores e métodos que atravessam 100 anos com vigência para nosso presente de lutas. Não ignoramos as mudanças que veio sofrendo o mundo do trabalho, das leis trabalhistas que acomodaram reivindicações históricas, às novas engenharias produtivas e a correlação de forças que resulta das pautas de liberalismo econômico. Mas um sindicato que marca seu caminho com independência de classe: “fora da luta política especial de um partido, de uma doutrina política ou religiosa, ou de um programa eleitoral”, como diz a resolução do 1° congresso, é uma verdade simples e implacável com o pacto de sangue da CUT e o governo Lula. Apoio mútuo e solidariedade, táticas de ação direta, rechaço as burocracias e preocupação com fórmulas federativas que davam lugar decisivo para a participação das bases são princípios do acervo desse sindicalismo que são ferramentas para o hoje. Para um movimento operário classista e combativo correspondente de seus valores históricos e atualizado às novas situações históricas concretas que deve responder. Nosso precário e fragmentado mundo do trabalho. Nosso presente histórico também tem seus problemas. Jornadas de trabalho com mais de 50 horas semanais, às vezes chegando a 60 horas pertencem a uma realidade bem conhecida dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil nestes dias. Baixos salários fazem das horas extras o complemento de renda necessário. E nas horas extras do emprego formal ou no trabalho sem proteção social dos informais, as relações de exploração vividas pelas primeiras gerações operárias, contra as quais se bateram unidos, ressurgem golpeando cada vez mais forte a classe oprimida do nosso país e do mundo. Os discursos do crescimento econômico informam de riquezas que nunca se convertem em melhores condições de vida para o povo que faz os serviços de limpeza no clube seleto dos que analisam e tiram vantagens das taxas disso e dos índices daquilo... Ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres é um fundamento conhecido do capitalismo. 500 milhões de pessoas vivem com 1 dólar por dia (OIT), no mundo onde peleamos para sobreviver. Na América Latina, mais de 10% dos trabalhadores estão desempregados e uns 50% precarizados pelo mercado informal de um total de 230 milhões estimados como população economicamente ativa. Não possuem cobertura social alguma e assim nenhum direito conhecido como férias, seguro de saúde, seguro-desemprego, fundo de garantia, etc. Os salários são baixos e os seus empregos temporários. No caso de nossa realidade nacional 22,1 milhões de brasileiros se amontoam também neste mundo opressivo da pobreza. Somados os que fazem trabalho como informais ou por outros meios este número vai chegar aos 50 milhões (OIT). Por conseqüência, a participação dos trabalhadores na renda nacional é cada vez mais baixa. Direitos sociais que fazem parte fundamental do patrimônio de conquistas do nosso movimento operário não tem extensão para mais da metade da classe, que se fragmenta e perde voz coletiva para suas reivindicações. Frente a estes contextos sociais de pobreza e marginalização a pauta dos governos vai apertando o cinto até a miséria dos trabalhadores e engordando grupos econômicos e financeiros. No novo desenho estrutural para o Estado as classes dominantes reclamam de volta tudo que teve que ceder para as conquistas históricas outrora feita pelos oprimidos nas lutas de classe. É o neoliberalismo restabelecendo o poder real das corporações privadas na sua economia de mercado e guardando aos governos e a legislação um lugar bem limitado na gerência da ordem burguesa. Entra governo e sai governo e a ordem já está dada, essa é a regra de quem aceita lugar na engrenagem das instituições dessa democracia liberal. O aperto fiscal, por exemplo, que fez o governo Lula para pagar os juros da dívida pública em 2005 não acontecia desde 1994: mais de R$ 93 bilhões. Que não fizeram os reajustes salariais que peleiam os trabalhadores, que se furtaram dos investimentos em obras, serviços públicos e reformas sociais. Mas que pagaram e alimentaram a gordura dos agiotas como pede o FMI. E são os banqueiros, esses que fazem o co-governo do país, entre outros, quem põe dinheiro nas campanhas eleitorais de governo e oposição. PT e PSDB receberam juntos R$ 44,7 milhões de doação dos bancos entre 2002 a 2004. Fica mais fácil de explicar assim os lucros recordes dos bancos nesse país. Comem no prato do arrocho dos investimentos sociais. Foi preciso ver um projeto político de origem reformista se entregar ao canto da sereia do processo eleitoral burguês, vencer nos votos e perder na luta política real, se envolver e operar nas tramas da corrupção e da impunidade, para saber que o sistema não dá bobeira. Deixa a esquerda latir na pátio de casa como se tivesse poder, convida pra entrar, mas não larga o osso e a mordida. Sabe domesticar. Paras as lutas de resistência que ficam com o movimento popular e os sindicatos dos trabalhadores que não vendem independência de classe, para as tarefas de acumulação social desde baixo a marcha não termina aqui. NADA PODEMOS ESPERAR SENÃO DE NÓS MESMOS. CRIAR PODER POPULAR COM A CAPACIDADE POLÍTICA DAS CLASSES OPRIMIDAS. MEMÓRIA REBELDE E JUSTIÇA POR TODOS OS MÁRTIRES DA LUTA DOS TRABALHADORES. NÃO ESQUECEMOS NEM PERDOAMOS. VIVA O 1° DE MAIO!!!
... Texto publicado no Jornal Opinião Anarquista

quinta-feira, 10 de abril de 2008


Utopia e Luta
Dentro da programação do grupo Utopia e Luta do Movimento Nacional de luta pela Moradia(MNLM),para o Dia do Trabalho, Primeiro de Maio:

Palestras e Debates, Brechó, Feira de alimentação, Mostra de CDs Independentes, Artesanato, exibição de filmes, Recreação Infantíl, Exposição de fotográfia, Oficinas de geração de renda, técnica vocal, shows musicais, teatro, serigráfia e muito mais.

Dia 1 de Maio de 2008
Borges de Medeiros n. 731- escadaria
Porto Alegre- RS- Brasil
Das 9hs às 17hs.
ENTRADA FRANCA

Utopia e Luta à todos

terça-feira, 1 de abril de 2008





................ENCONTRO REALIZADO NA OCUPAÇÃO 20 DE NOVEMBRO..............................