quarta-feira, 22 de outubro de 2008






17/10/2008 - Bancários fazem ato público contra a violência da Brigada Militar e Governo Yeda A manifestação reuniu cerca de 500 pessoas, em frente à agência central do Banrisul. Bancários, trabalhadores de diversas categorias e parlamentares denunciaram a truculência da BM, que na quinta-feira pela manhã, 16, agrediu bancários em greve na frente da agência. Manifestantes condenaram a atitude da Direção do Banrisul, que chamou a BM para acabar com a greve à força.
A covardia da Brigada e do Governo teve como resposta a ampliação do quadro de greve em todo o Rio Grande do Sul. Nesta sexta-feira, 427 agências e postos de atendimento aderiram ao movimento grevista.
Fonte: Feeb/RS




BM pROmove tUMuLto e pancadaRia em PORto ALEGRE Há quase um mês em greve, para os bancários do Rio Grande do Sul era só mais um piquete em frente a Agência Central do Banrisul. Ninguém poderia imaginar que o local seria palco para mais um exercício do Comandante-geral da BM. O sinal foi dado quando um policial militar, sem a presença de um Oficial de Justiça, como manda a lei, tentou abrir as portas lacradas pela greve. Em poucos minutos pelo menos cinco viaturas com polícias da Patrulha Tática Especial com bombas de gás lacrimogênio, escopetas, escudos transparentes e cacetes reluzentes tomaram a entrada do Banrisul. Muito além do trabalho de segurança pública, ficou a expressão de muitos soldados novatos, pela primeira vez numa operação de verdade. Mais do que a truculência contra trabalhadores - fato comum - o que ficou estampado nas fotos e depoimentos de manifestantes, jornalistas e transeuntes foi o ódio no olhar e a expressão de satisfação no rosto desses servidores públicos. Doutrinados pelo ensino da violência colocado em prática por Mendes. A quinta-feira estava só começando. A segunda parte do exercício de repressão ministrado pelo comandante-geral da BM já estava em andamento desde a manhã. Agricultores ligados a Via Campesina, que participavam com sindicalistas da Central da Única dos Trabalhadores (CUT) de manifestação em frente ao Wal-Mart contra o aumento de preço dos alimentos, já estavam acompanhados por batalhões da BM quando chegaram ao Parque Redenção para a concentração da 13ª Marcha dos Sem. Quando a Marcha saiu, o helicóptero da polícia fazia questão de voar baixo para abafar as palavras de ordem do carro de som. A intencionalidade das ações policias foi programada para provocar tensão e o nervosismo dos manifestantes, que a essa altura já reuniam além de agricultores e sindicalistas, professores, estudantes e bancários, entre outros. Foi nesse clima que a Marcha avançou transtornando o trânsito porto-alegrense, como escreveriam nossos colegas daquele jornal partidário da Ipiranga. A Marcha avançou sem nenhum incidente até a frente do Palácio Piratini. Quando o carro de som, entre os manifestantes, finalmente venceu a curta subida da rua Espírito Santo, para estacionar em frente ao Palácio, a BM executou uma de suas ações programadas: impediu o avanço do veículo. Disparou bombas de efeito moral e tiros com bala de borracha, com a clara intenção de provocar um tumulto. Estilhaços atingiram vários participantes. Da Assembléia Legislativa, os deputados Raul Pont e Ronaldo Zulke (PT) encontraram Raul Carrion (PCdoB) que já acompanhava os manifestantes. A intenção dos parlamentares de mediar a situação para evitar consequencias mais graves, encontrou a resistência e a truculência dos escudos transparentes que cercavam um risonho comandante-geral da BM. O deputado Ronaldo Zulke, que se identificou com parlamentar foi empurrado por Paulo Roberto Mendes Rodrigues, que seguiu em frente sob os protestos do deputado do PT. A cena foi testemunhada por Raul Pont e uma repórter do SBT. No final do dia, Mendes alegaria em coletiva à imprensa, que o tumulto iniciado pela BM foi porque um policial havia sido ferido. No HPS, 17 trabalhadores foram contabilizados como saldo das manifestações. O que ficou claro para jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e todos os cidadãos que participaram dos protestos em Porto Alegre nesta quinta-feira: não há mais garantias de direitos constitucionais básicos no Rio Grande do Sul. Manifestações públicas serão reprimidas com violência. A policial militar estatal está a serviço dos caprichos de um oficial sedento por holofotes. Paulo Roberto Mendes Rodrigues é a estrela. O centro das atenções, das polêmicas e principalmente da quebra do estado democrático. O Estado não controla mais seu aparato repressivo. A polícia militar foi transformada em milícia particular da governadora Yeda Crusius (PRBS-PSDB), sob o comando do coronel Paulo Roberto Mendes Rodrigues. Movimentos da sociedade civil organizada são sistematicamente impedidos de se manifestar. Professoras, agricultores, bancários, metalúrgicos, estudantes estão na mira de exercícios reais de contenção e inibição pelo uso da força, acionados pela presença do comandante. O mesmo empenho e presença não é visto no combate a criminalidade, motivo da existência da BM. texto elaborado a partir de relatos de integrantes da Equipe do CeL3Uma presentes em todas as manifestações dessa quinta. fotos: Agência CeL3Uma iMagem
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

ÍNDIOS PÕE FOGO EM HIDRELÉTRICA


[Mato Grosso] Índios põem fogo em hidrelétrica

Cerca de 120 índios da etnia Enawenê Nawê invadiram e incendiaram na manhã de sábado (11) o canteiro de obras da PHC (Pequena Central Hidrelétrica) Telegráfica, na cidade de Sapezal (430 km de Cuiabá). Pelo menos 12 caminhões foram destruídos, maquinários, além dos alojamentos e do escritório avançado da Juruena Participações Ltda. - consórcio de empresas que constrói a usina. "Eles chegaram armados com arcos de flecha, machados e pedaços de pau, expulsaram os funcionários e depois colocaram fogo em tudo", disse o coordenador-técnico ambiental da empresa, Frederico Müller. Müller disse que ainda não é possível estimar os prejuízos com a ação. "É certamente algo que superará a casa do milhão." A Telegráfica integra um complexo de dez usinas que será implantado ao longo de 110 km do rio Juruena, na região noroeste de Mato Grosso. A Juruena Participações responderá por outras quatro obras do conjunto (Rondon, Parecis, Sapezal e Cidezal), enquanto o restante ficará a cargo da Maggi Energia, empresa do grupo empresarial do governador Blairo Maggi, conhecido como o "Barão da Soja", o rei do desmatamento na Amazônia, e aliado do governo Lula. A revolta dos índios é contra os impactos ambientais que as obras vão causar na região, como a destruição dos rios. O peixe é a única fonte de proteína da etnia, que não come outro tipo de carne e vive basicamente da coleta de frutos, mel e da pesca. Por isso valorizam tanto seus rios. O rio Negro é onde os índios realizam um grande ritual de pesca coletiva no qual capturam peixes, que depois de salgados, servem como alimentam durante meses. A população Enawenê Nawê é de apenas quinhentas pessoas que moram em casas comunitárias em apenas uma aldeia. Eles vivem em estado semi-isolado e a grande maioria não fala português ou usa roupas. Foram contatados em 1974 e escolheram viver com pouca interação com o mundo exterior. Os índios dizem que vão continuar lutando contra a construção das hidrelétricas.

Dia 16 de Outubro, às 9h IGREJA POMPÉIA
Rua Dr. Barros Cassal, 220


LEiLãO dA ORLa
Em junho de 2006 estranhamos a postura do vereador e secretário municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch quando anunciou na imprensa seu interesse e empenho na aprovação do complexo de arranha-céus e hoteis de luxo na Orla do Lago Guayba
PONtaL do ESTaLEiRo:nOME aOs bois
Quinto colocado, Moesch foi reconduzido a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, no último dia 3 de outubro pela vontade de 9.554 admiradores de seu aproach com as caigangues do Morro do Osso e concessionários de cafés da Redenção.
Na próxima quarta-feira, dia 15, a partir das 14h, vai a votação na Câmara de Vereadores, a emenda altera a legislação municipal sobre a Ponta do Melo, para permitir a construção do Complexo Pontal do Estaleiro – seis edifícios com dimensões similares Hospital de Clínicas, cada um.Um vigília organizada pelo Fórum Municipal de Entidades (AGAPAN - Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho, AMABI - Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência, Movimento Viva Gasômetro, Associação Moinhos Vive, AMBI - Associação dos Moradores do Bairro Ipanema, AMA - Associação dos Moradores da Auxiliadora, CCD - Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vilas Conceição e Assunção, CMVA - Conselho Gestor dos Moradores da Vila Assunção, DEFENDER - Defesa Civil do Patrimônio Histórico, Associação dos Moradores da Cidade Baixa, Associação de Moradores do Centro de Porto Alegre, ASCOMJIP - Associação Comunitária Jardim Isabel Ipanema, AMOBELA - Associação dos Moradores da Bela Vista, CEUCAB/RS - Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros do RS, AMSC - Associação dos Moradores do Sétimo Céu, Movimento Petrópolis Vive, UPV - União Pela Vida, ONG Solidariedade, Movimento Higienópolis Vive, AMACHAP - Associação dos Moradores do Bairro Chácara das Pedras, Instituto BIOFILIA, InGá Estudos Ambientais, NAT/Brasil - Núcleo Amigos da Terra.)começa às 8 horas da manhã e se estende todo o dia. O projeto de lei que trata do Pontal do Estaleiro foi subscrito por 17 vereadores: Alceu Brasinha (PTB), Bernardino Vendrúsculo (PMDB), Dr. Goulart (PTB), Elói Guimarães (PTB), Haroldo de Souza (PMDB), Maria Luiza (PTB), Maurício Dziedricki (PTB), Nilo Santos (PTB), Valdir Caetano (PR), Almerindo Filho (PTB), Elias Vidal (PPS), Ervino Besson (PDT), João Carlos Nedel (PP), Luiz Braz (PSDB), Maristela Meneghetti (DEM), José Ismael Heinen (DEM) e Nereu D´Avila (PDT), e tem o apoio do vereador Adeli Sell (PT).O vereador Beto Moesch estava licenciado na época , mas vai estar lá, para conferir o resultado do seu trabalho.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008


Grupo utopia e Luta, Associação Cultural José Marti, Via Campesina,MTD e Levante Popular da Juventude convidam para Palestra: Che no Séc. XXI com o prôf. Jorge Qüillfeldt no espaço Quilombo das Artes na Borges de Medeiros 719, dia 8 de outubro, 19:30 hs. com entrada franca.Apresentações da Oficina Popular de Teatro da Restinga, Nanci Araújo e Eduardo Solari. Nesta ocasião será lançado o livro:Ernesto Guevara, também conhecido como Che- de Paco Ignácio Taibo II.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008


Nesta terça-feira, o Levante Popular da Juventude e o Coletivo Muralha Rubro Negra realizaram o seminário Pra que(m) serve o teu conhecimento? na sala Pantheon do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - Campus do Vale, em Porto Alegre. O evento iniciou às 14h e teve a participação de José Carlos Gomes dos Anjos, representante do Movimento Negro; Raquel Monteiro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Leonardo Leitão, dos cursinhos populares e Vera Poty, professor de Guarani.O objetivo do seminário era debater a finalidade do conhecimento acadêmico produzido nas universidades públicas, a partir de pontos de vista marginais a este espaço. Deste modo, Raquel Monteiro abordou as alternativas ao atual modelo de educação, com base nas experiências pedagógicas do Movimento Sem-Terra. Leonardo Leitão defendeu a idéia de que o conhecimento oriundo das universidades públicas é uma produção coletiva em todos os sentidos, e que deste modo deve necessariamente retornar aos segmentos marginalizados da sociedade, em contraposição ao contexto atual de apropriação privada deste saber. Vera Poty falou sobre a necessidade de dominar o conhecimento do branco como forma de “defesa” do seu povo. Por fim José Carlos dos Anjos argumentou que mais importante do que “levar” o conhecimento científico aos “outros”, é preciso fazer com que estes conhecimentos “outros” “implodam” o atual modelo de universidade.Durante as intervenções foi apresentada uma proposta de continuidade deste questionamento ao caráter da universidade através da formação de frentes de organização que se mobilizarão em torno de bandeiras específicas, tais como a construção de estágios de vivências nos movimentos sociais, o suporte aos cursinhos populares, as ações afirmativas na graduação e na pós e a defesa da educação básica.Ao término do seminário, os participantes foram convidados a fazer uma ação direta repintando o mural do prédio de letras que tinha sido alvo de sabotagem semanas atrás. Quase todos os participantes, incluindo os palestrantes participaram do ato de repintura do mural.