segunda-feira, 31 de agosto de 2009

QUANDO MATAM UM SEM TERRA


Quando matam um Sem Terra
Pedro Munhoz
1.
Quem contar tráz à memória,
sabendo que a dôr existe,
quando a morte ainda insiste,
em calar quem faz a História.
Pois quem morre não tem glória,
nem tão pouco desespera,
é um valente na guerra,
tomba, em nome da vida.
Da intenção ninguém duvida,
quando matam um Sem Terra.

2.
Foi assim nesta jornada,
quando mataram mais um,
o companheiro ELTON BRUM,
não teve tempo prá nada.
Numa arma disparada,
o Estado é quem enterra
e uma vida se encerra,
em nome da covardia.
Toda a nossa rebeldia
quando matam um Sem Terra.

3.
È o desatino fardado,
armado até os dentes,
até esquecem que são gente,
quando estão do outro lado.
E vestidos de soldado,
todo o sonho dilacera,
violência prolifera
tiro certeiro, fatal.
Beiram o irracional,
quando matam um Sem Terra.

4.
Quem és tu, torturador,
que tanta dôr desatas,
desanima e maltrata
o humilde plantador?
Negas a classe, traidor,
do povo tudo se gera,
te esqueces devéras,
debaixo de um capacete.
Dá a ordem o Gabinete,
quando matam um Sem Terra.

5.
Em algum lugar da pampa,
ELTON deve de estar,
tranquilo no caminhar,
jeito humilde na estampa.
E algum céu se descampa,
corajem se retempera,
outras batalhas se espera,
dois projetos em disputa.
Não se desiste da luta,
quando matam um Sem Terra.

PEDRO MUNHOZ
Barra do Ribeiro / RS
27.08.09

terça-feira, 25 de agosto de 2009

ABRACE O GUAÍBA






































O Guaíba é nosso ele não esta à venda
O Guaíba é nosso ele não esta à venda
O Guaíba é nosso ele não esta à venda
O Guaíba é nosso ele não esta à venda
O Guaíba é nosso ele não esta à venda



Olha bem a beleza do pôr do sol dizia uma mãe ao filho na beira das águas poluídas do Guaíba, que encontra-se no corredor da morte esperando a execução pelas mãos do carrasco de turno.
E possível que tu não poderás dizer o mesmo a teus filhos nem desfrutar com eles do prazer desta natureza que hoje existe para ti e para todos nós.
E possível que a tristeza de alguns homens apague as cores da poesia e o canto inspirado dos trovadores neste pedaço de céu como em outros tantos estão fazendo.
O rico e o miserável sem distinção da mãe natureza
diante da vil condição humana da propriedade especulativa e gananciosa.
A vil condição humana de se apoderar da vida do semelhante ao ponto de proibir os direitos existenciais do tempo e os elementos universais.
E a pergunta é:
Até quando devemos considerar a perda dos espaços vitais e seguir esperando o maná da salvação?

A CONQUISTA DO PÃO












A pão pão e o vinho vinho

E ao desemprego e os salários de gorjeta... AUTOGESTÃO
Assim a comunidade Utopia e Luta amassa sua realidade social na construção da dignidade individual e coletiva.
Sovaremos a farinha da reforma agrária reorganizando nossa urbanidade e nos alimentando da luta do povo de cada dia.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

GRÁFICA REBELDE


















A Gráfica Utopia e Luta, já está a serviço dos movimentos sociais, uma importante ferramenta na luta contra o capital, por liberdade e justiça!!!