quarta-feira, 10 de março de 2010

Exílios forçados a partir do despejo territorial.

Os exílios forçados a partir do despejo de território é uma constante histórica e bem conhecida pelas massas oprimidas de todo o mundo.
Na complexidade da matéria tentaremos sintetizar e aproximar a nossos dias presentes a dimensão da problemática e ampliar o conceito da ação do despejo e suas conseqüências mais relevantes.
Como ponto de partida para poder interpretar futuramente causas de conseqüências construiremos a relação entre áreas urbanas , assentamentos periféricos e áreas de baixa densidade populacional na ótica constante do exílio forçado e suas conseqüências.

Consideraremos áreas urbanas os centros populacionais de referência na constituição do Estado onde concentram-se os poderes políticos e econômicos que regulam e administram as decisões da sociedade em questão.
As situações atuais de estes modelos de organização social além de países e continentes estão atravessando as mesmas crises, diante o crescimento da população periférica na procura dos meios vitais na sua sobrevivência.
A estas correntes migratórias as definiremos como de exilados tanto de origem interno como externo. Conseqüência direta da incapacidade dos estados em resolver e combater as causas. Eles só administram a situação, orientados na conivência comprometida pelos grupos de poder que os sustentam.
A gravidade da situação extrapola a capacidade do imaginário de catástrofe, porém o dano irreversível aos direitos humanos básicos estabelecidos na ótica da sobrevivência gera novos e desconhecidos desafios tomando a cada dia mais força a figura do genocídio na real dimensão etimológica.

Poderia se dizer que o paradigma da guerra como método de submetimento e dominação imperialista está sendo substituído e reduzido de categoria na ordem da repressão já que os benefícios deixados por esta prática não estão sustentando os efeitos após ação.
O projeto de dominação atual parte da construção de ações econômicas, políticas e militares rumo a toma de territórios previstos de recursos naturais nas áreas energéticas (petróleo, gás, água e minerais) transformando grandes extensões produtivas e de preservação ambiental em verdadeiros motores de produção energética e de laboratórios experimentais genéticos no caminho da transgenia e o monocultivo.
Resultando em menos produção de alimentos, fome, desemprego, migração forçada, assentamentos periféricos urbanos superpopulosos, dano na identidade cultural e seus valores sociais, exclusão e extermínio.
A tese do estado mínimo parece haver sofrido alterações no caminho metodológico consolidando seus objetivos na parceria consciente dos governos alinhados e programados para pacificar estes fenômenos a partir de políticas assistencialistas, abrindo a válvula de escape aos possíveis conflitos sociais.
E nós perguntamos até quando será possível manter esta crise artificialmente sem soluções reais e sustentáveis?
Nesta perspectiva caminhamos por um trilho sem saída direto ao choque entre sobrevivência e o poder genocida.
Quantas palestinas mais terá que haver? Quantos povos como os Mapuches de Chile e Argentina, como os Guarani Kaiowa em Minas Gerais? Como os camponeses Colombianos, despejados pelas bases imperialistas na fronteira com a Venezuela? Quantos exílios, quantos desterros, quantas Haiti, submetidas a uma suposta pacificação vergonhosa e genocida?
Quantas Apartheid, quantas Honduras carregamos a classe oprimida do mundo?

Não queremos casas nem comida, exigimos a dignidade que nos foi roubada durante séculos junto com nossos direitos de humanidade e de autodeterminação insolúvel no conceito de seres capazes no livre pensamento.
Reivindicamos: O fim de todos os despejos urbanos e territoriais em todas suas versões econômica ou militar.
Fim da criminalização dos movimentos sociais na luta por seus direitos legítimos de classe oprimida.
Fim das invasões imperialistas em todo o planeta no respeito da autodeterminação dos povos.
Fim da impunidade contra crimes ambientais.

A resistência esta de pé por todos os cantos do planeta, Utopia e Luta presente na luta ate o fim do proximo dia, o dia da vitória final.
Vivam os povos livres.
Pela emancipação da humanidade Solidária






Utopia e Luta
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